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Página Inicial: Centro de Videoconferência de Campinas


Como Funciona

O objetivo da videoconferência é colocar em contato, através de um sistema de vídeo e áudio, duas ou mais pessoas separadas geograficamente. O sistema funciona como um canal de TV bidirecional (e é usado todo o tempo pelas emissoras) e proporciona uma grande naturalidade à colaboração entre essas pessoas.

A videoconferência existe desde os anos 70s, mas está vivendo agora o seu período mais intenso de crescimento, graças ao uso de tecnologias digitais e à oferta universal de linhas adequadas para a sua implementação pelas companhias telefônicas. 

Um sistema de videoconferência de alta qualidade tipicamente utiliza linhas digitais do tipo ISDN (que tem diferentes nomes comerciais, dependendo do estado ou da empresa), que têm um número de discagem como qualquer outra linha, e que transmitem tipicamente em múltiplos de 64 Kbits por segundo. ISDN significa em inglês Integrated Services Digital Network, ou Rede de Serviços Digitais Integrados (RDSI). 

É possível fazer uma videoconferência de qualidade razoável usando essa velocidade. O termo "razoável" aqui significa um vídeo que transmite a 15 quadros por segundo, incapaz de mostrar movimentos rápidos e um áudio monofônico com qualidade de TV). Utilizando-se três linhas ISDN, a qualidade é muito boa, com 30 quadros por segundo. Evidentemente, sai mais caro. Também já é possivel realizar videoconferência através de conexões dedicadas do tipo IP (Internet Protocol), e até pela própria Internet de banda larga. Os modernos equipamentos de videoconferência funcionam com os dois tipos de protocolo (ISDN e IP) e alguns outros mais, como via satélite.

A vantagem de se ter um sistema de videoconferência digital é que é possível enviar-se dados, além de imagens. Uma sala de videoconferência comumente tem os seguintes equipamentos: 

  • uma ou duas câmaras de vídeo para enquadramentos gerais (existem dois tipos de câmaras: fixa, e câmaras com controle remoto, também chamadas de PTZ, ou pan/tilt/zoom)
  • microfones omni e unidirecionais
  • um ou dois monitores de vídeo de grandes dimensões, ou um projetor de vídeo (canhão)
  • uma câmara de documentos
  • gravador-reprodutor de videocassete
Além disso, há um console de controle (teclado que permite ligar e desligar componentes, orientar a câmara, fazer a ligação, etc.) e o sistema de computação (hardware e software) responsável pelo gerenciamento, conversão e transmissão de imagens, sons e dados.
 
 

Sistema de videoconferência dedicado, com console, monitor e câmara PTZ

Microfone de mesa


 
 

Teclado de controle


Câmara de documentos

Existem muitas empresas como a PictureTel, a PolyCom, a VCON, a VTEL, e outras, que oferecem uma ampla gama de sistemas de videoconferência, desde conjuntos simples que funcionam através de linhas telefônicas comuns ou redes locais, baseados em microcomputadores (sistemas desktop), até sistemas complexos e de alta qualidade, que custam mais caro (sistemas de auditório).

Existem também empresas integradoras de soluções, como a TES, uma das mais atuantes e conhecidas, que estudam o caso do cliente, selecionam e instalam a melhor solução, e dão todo o suporte técnico e evolução necesários.

As empresas e as instituições estão descobrindo as enormes vantagens da videoconferência. Filiais e matriz estão em permanente contato, e permitem uma grande economia de tempo e de dinheiro, ao evitar viagens desnecessárias, fazendo reuniões entre equpes através da videoconferência. Muitas universidades estão usando a videoconferência para apoio ao ensino à distância, com resultados espetaculares. No Brasil por exemplo, várias universidades, como a UFSC e a FGV  já estão oferecendo cursos de mestrado em Engenharia, Administração, etc. inclusive alguns deles com a participação de professores de outros paises.
 

Videoconferência na educação

Videoconferência na telemedicina

Em medicina, odontologia, agricultura, etc., o telediagnóstico é uma das maiores aplicações da videoconferência. Na telemedicina, médicos situados em locais distantes podem intercambiar os dados de um paciente (inclusive radiografias, ultrassom, eletrocardiograma, etc.) e discutir o melhor diagnóstico e tratamento. Isso é especialmente útil para dar suporte terciário a centros médicos distantes e em regiões carentes, que não contam com médicos especialistas, ou então para locais de difícil acesso, como prisões, plataformas petrolíferas, zonas de desastres, etc. Nos EUA existem mais de 400 programas de telemedicina em andamento.

Até recentemente, a videoconferência era pouco usada no Brasil, principalmente devido à falta de linhas digitais e ao alto custo dos equipamentos e das conexões. Com a privatização das empresas de telecomunicação, espera-se que essa situação mude rapidamente, e que essa fantástica tecnologia comece a ser usada com todas suas vantagens por aqui também.
 
 

Adaptado de um artigo pelo Prof. Renato M.E. Sabbatini, da UNICAMP
Publicado no jornal Correio Popular, de Campinas, SP
Texto e fotos: Copyright 2001 by Renato Marcos Endrizzi Sabbatini, Campinas

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