
Nossa missão é
instalar terminais de computadores conectados via satélite nas comunidades
rurais amazônicas, de modo que os estudantes de medicina durante
o período de residência médica possam ter acesso à
Internet e se comunicar, através de transmissões
de voz e de vídeo, com seus professores no Hospital Universitário
de Manaus e outros hospitais de apoio.
Esses terminais
são microcomputadores pessoais desprovidos de acessórios
(algumas vezes chamados de "clientes enxutos" na gíria da computação).
Eles têm um visor colorido de tela plana, um teclado completo, um
mouse e uma pequena torre de plástico que não contém
unidades de discos em seu interior. Eles são conectados permanentemente,
através de uma antena de cerca de um metro de diâmetro, à
rede de satélites de baixa órbita (LOS), cujo funcionamento
requer menos energia do que os satélites geoestacionários.
Todos os softwares e aplicativos são armazenados em um servidor
de rede, localizado no vigésimo andar de um brilhante e ultramoderno
prédio envidraçado no quarteirão chique de negócios
de São Paulo, aproximadamente 6.000 quilômetros de distância.
Graças à
tecnologia de ponta, esses pequenos microcomputadores são muito
poderosos. Velocidades de transmissão de até 512 kbits por
segundo podem ser atingidas, suficientes para garantir videoconferência
com resolução de tela cheia, assim como transmissão
de programas de TV diretamente para as telas do computador.
A
Tecnologia Traz Novas Possibilidades
Desse modo, os estudantes de medicina serão capazes de:
Uma unidade básica próxima com vários médicos e enfermeiras ajuda o agente de saúde recebendo os pacientes indicados para se submeter a procedimentos médicos mais complexos. Esses profissionais serão pagos por organizações filantrópicas não governamentais (ONGs) que foram fundadas por grupos religiosos ou pelos próprios ativistas indígenas. O Serviço de Saúde Indígena também planeja instalar unidades de telemedicinas em suas unidades. Elas ajudarão os mais de 85.000 índigenas dos mais de 130 diferentes grupos étnicos que ainda vivem em condições de existência muito primitivas no estado do Amazonas.
Para iniciar esse programa, precisaremos de muita ajuda. Vamos comprar ou receber os computadores e antenas de satélite doadas e instalá-los nas respectivas vilas, os estudantes e os habitantes locais devem ser treinados e um centro de apoio, funcionando ininterruptamente, deve ser implantado no Hospital Universitário de Manaus. Outras faculdades de medicina em todo o país serão contatadas e contratadas para produzir material educativo e forncecer serviços de referência e de teleconsulta. As empresas de telecomunicação precisam ser pagas mensalmente e os serviços de hospedagem da Internet precisam ser instalados.
Existem muitas alternativas e possibilidades de ajudar.
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